Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo [2010]

Prince of Persia poster

Escolhi falar desse filme pelo simples fato de ter sido o último que assisti. Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo é uma produção hollywoodiana dos estúdios Disney. Lançado em 2010, o filme é baseado em um jogo de computador e videogames homônimo, de 2003, que por sua vez, é uma recriação de um ainda mais antigo, de 1989 (que – adivinhem! – também se chamava Prince of Persia). Apesar desse fato, as semelhanças entre o jogo de 2003 e o filme são restritas, isso porque o longa-metragem recebeu um roteiro original.

Sands of Time 2003 cover Prince of Persia 1989 cover
Imagens: Capa dos jogos. À esquerda, Prince of Persia: Sands of Time, de 2003. À direita, o primeiro Prince of Persia, de 1989.

O filme tem tudo que se pode esperar de uma produção de Hollywood: bons figurinos, efeitos especiais bem executados, cenas de ação dinâmicas… As atuações são apenas ok e o enredo, claro, não é o dos melhores. Mas o filme não é ruim e eu até consegui me divertir assistindo-o. Parece-me que Príncipe da Pérsia é uma clara evolução nas adaptações para a telona dos jogos de videogame.

A história do filme acompanha Dastan (Jake Gyllenhaal), um menino órfão de ambos os pais que cresceu na periferia de Nasaf, na Pérsia. Apesar da infância difícil, Dastan teve sua vida completamente alterada após ser adotado pelo rei, depois que este presenciou um ato de coragem e justiça realizado pelo órfão. Somos então transportados para um acampamento do exército persa nas imediações de Alamut, quinze anos depois dos eventos iniciais do filme. A cúpula do exército persa, comandada por Tus (Richard Coyle), “irmão” de Dastan e príncipe herdeiro do império, discute informações obtidas de espiões: a bela cidade estaria produzindo armas de grande qualidade técnica e vendendo-as para inimigos da Pérsia. Apesar de o exército ter se deslocado até ali apenas para derrotar um general inimigo, as novas informações alteram os planos iniciais. O exército atacará Alamut para neutralizar a ameaça oferecida pela cidade.

Enquanto isso, Tamira (Gemma Arterton), a bela princesa de Alamut, percebendo as intenções persas, começa preparativos para defender a cidade. Todavia, ao invés de se preocupar com as muralhas e portões, Tamira volta suas atenções para algo misterioso, com feições místicas, que fica no interior da cidade (só saberemos exatamente o que é com o decorrer do filme). O ataque acontece e conta com a participação decisiva de Dastan que com suas acrobacias consegue praticamente sozinho abrir um dos portões da cidade. A vitória dispara uma série de clichês que vão conduzir o resto do enredo: traições, busca de poder, inimigos que viram amigos, histórias de amor entre antagonistas, jornada para salvar o mundo de um cataclismo, enfim, elementos frequentemente vistos em blockbusters.

Não me estenderei mais para não estragar a graça de se assistir o filme. Mas digo que mesmo que o enredo seja rasteiro, o filme tem suas qualidades e serve muito bem para se divertir num sábado à tarde. É claro que o filme pouco explora do que foi a Pérsia e acaba recorrendo a diversos lugares-comuns, então não o assista querendo ver nada mais profundo. Desligue o cérebro e divirta-se.

Nota: 5.0 (entenda a nota)

Ficha técnica:

  • Título original: Prince of Persia: The Sands of Time
  • Ano de lançamento: 2010
  • Diretor: Mike Newell
  • Elenco: Jake Gyllenhaal, Ben Kingsley, Gemma Arterton, Alfred Molina
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